sexta-feira, novembro 12, 2010

Um Dia

Um dia nós nos conhecemos...
Um dia conversamos...
Um dia nos abraçamos...
Um dia nos beijamos...
Um dia namoramos...
Um dia fomos um só...
Um dia falamos em casamento...
Um dia sorrimos...
Um dia choramos...
Um dia brigamos...
Um dia nos reconciliamos...
Um dia...
Deixa... Hoje são apenas lembranças...

Rodrigo Krebs - 2005

Fenix

Eu!
Prisioneiro meu
Descobri no brêu
Uma constelação...

Céus!
Conheci os céus
Pelos olhos seus
Véu de contemplação...

Deus!
Condenado eu fui
A forjar o amor
No aço do rancor
E a transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Vou!
Entre a redenção
E o esplendor
De por você viver...

Sim!
Quis sair de mim
Esquecer quem sou
E respirar por ti
E assim transpor as leis
Mesquinhas dos mortais...

Agoniza virgem Fênix
O amor!
Entre cinzas arco-íris
Esplendor!
Por viver às juras
De satisfazer o ego mortal...

Coisa pequenina
Centelha divina
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína
Pássaro ferido
Hoje é paraíso...

Luz da minha vida
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas...

E eu!
Quando o frio vem
Nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer
A luz da escuridão
E a dor revela a mais
Esplêndida emoção...

segunda-feira, outubro 18, 2010

Listen!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ouça

Ouça a música aqui no meu coração
Uma melodia que comecei mas não conseguir completar
Ouça o som que vem de dentro
É só o começo para encontrar a libertação

Ah, chegou o momento para os meus sonhos de ser ouvido
Eles não serão deixados de lado e virou-se
Em sua causa todos os próprios que não
Ouça

Ouça, estou sozinha numa encruzilhada
Eu não estou em casa na minha própria casa
E eu tentei e tentei dizer o que está na mente
Você deveria ter conhecido

Ah, agora eu não acredito em você
Você não sabe o que estou sentindo
Eu sou mais do que você fez de mim
Eu segui a voz que você me deu
Mas agora eu tenho que encontrar a minha própria

Você deveria ter escutado, há alguém aqui dentro
Alguém que pensei que tinha morrido há muito tempo
Oh, estou gritando e meus sonhos serem ouvidos
Eles não serão jogados de lado sobre palavras
Em sua causa todos os próprios que não
Ouça

Ouça, estou sozinha numa encruzilhada
Eu não estou em casa na minha própria casa
E eu tentei e tentei dizer o que está na mente
Você deveria ter conhecido

Ah, agora eu não acredito em você
Você não sabe o que estou sentindo
Eu sou mais do que você fez de mim
Eu segui a voz que você me deu
Mas agora eu tenho que encontrar a minha própria

Eu não sei onde eu pertenço
Mas eu vou seguir em frente
Se você não fizer isso, se você não vai

Ouça a música aqui no meu coração
Uma melodia que comecei, mas eu vou completar

Ah, agora eu não acredito em você
Você não sabe o que estou sentindo
Eu sou mais do que você fez de mim
Eu segui a voz que você pensa que você me deu
Mas agora eu tenho que encontrar meu próprio, meus próprios

segunda-feira, setembro 06, 2010

QUANDO ME TORNEI INVSÍVEL

Já não sei em que data estamos. Lá em casa não há calendários e na minha memóriaas datas estão todas misturadas. Me recordo daquelas folhinhas grandes, uns primores, ilustradas com imagens dos santos que colocávamos no lado da penteadeira. Já não há nada disso. Todas as coisas antigas foram desaparecendo. E sem que ninguém desse conta, eu me fui apagando também...

Primeiro me trocaram de quarto, pois a família cresceu. Depois me passaram para outro menor ainda com a companhia de minhas bisnetas. Agora ocupo um desvão, que está no pátio de trás. Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, porém se esqueceram, e todas as noites por ali circula um ar gelado que aumenta minhas dores reumáticas. Mas tudo bem... há muito tempo tinha intenção de escrever, porém passava semanas procurando um lápis. E quando o encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde o tinha posto. Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro, não é uma enfermidade delas, das coisas, porque estou segura de tê-las, porém sempre desaparecem. Noutra tarde dei-me conta que minha voz também tinha desaparecido. Quando eu falo com meus netos ou com meus filhos não me respondem. Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atenta o que dizem. As vezes intervenho na conversação, segura de que o que vou lhes dizer não ocorrera a nenhum deles, de que lhes vai ser de grande utilidade. Porém não me ouvem, não me olham, não me respondem. Então cheia de tristeza me retiro para meu quarto e vou beber minha xícara de café. E faço assim, de propósito, para que compreendam que estou aborrecida, para que se dêem conta que me entristecem e venham buscar-me e me peçam perdão… Porém ninguém vem....

Quando meu genro ficou doente, pensei ter a oportunidade de ser-lhe útil, lhe levei um chá especial que eu mesma preparei. Coloquei-o na mesinha e me sentei a esperar que o tomasse, só que ele estava vendo televisão e nem um só movimento me indicou que se dera conta da minha presença. O chá pouco a pouco foi esfriando… e junto com ele, meu coração... Então noutro dia lhes disse que quando eu morresse todos iriam se arrepender. Meu neto menor disse: “Ainda estás viva vovó?". Eles acharam tanta graça, que não pararam de rir.

Três días estive chorando no meu quarto, até que numa manhã entrou um dos rapazes para retirar umas rodas velhas e nem o bom dia me deu. Foi então quando me convencí de que sou invisível... Parei no meio da sala para ver, se me tornando um estorvo me olhavam. Porém minha filha seguiu varrendo sem me tocar, os meninos correram em minha volta, um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

Um dia se agitaram os meninos, e me vieram dizer que no dia seguinte nós iríamos todos passar um dia no campo. Fiquei muito contente. Fazia tanto tempo que não saía e mais ainda ia ao campo! No sábado fui a primeira a levantar-me. Quis arrumar as coisas com calma. Nós os velhos tardamos muito em fazer qualquer coisa, assim que adiantei meu tempo para não atrazá-los. Rápido entravam e saíam da casa correndo e levavam as bolsas e brinquedos para o carro.Eu já estava pronta e muito alegre, permaneci no saguão a esperá-los. Quando me dei conta eles já tinham partido e o carro desapareceu envolto em algazarra, compreendí que eu não estava convidada, talvez porque não coubesse no carro... Ou porque meus passos tão lentos impediriam que todos os demais caminhassem a seu gosto pelo bosque. Senti claro como meu coração se encolheu e a minha face ficou quando a gente tem que engolir a vontade de chorar.

Eu os entendo, eles vivem o mundo deles. Ríem, gritam, sonham, choram, se abraçam, se beijam. E eu, já nem sinto mais o gosto de um beijo. Antes beijava os pequeninos, era um prazer -los em meus braços, como se fossem meus. Sentía sua pele tenrinha e sua respiração doce bem perto de mim. A vida nova me produzia um alento e até me dava vontade de cantar canções que nunca acreditara me lembrar. Porém um dia minha neta Laura, que acabava de ter um bebê disse que não era bom que os anciãos beijassem aos bebês, por questões de saúde...

Desde então já não me aproximo deles, não quero lhes passar algo mal por minhas imprudências. Tenho tanto medo de contagiá-los!

Eu os bendigo a todos e lhes perdôo, porque...

“Que culpa tem os pobres de que eu me tenha tornado invisível ?”

quarta-feira, julho 14, 2010

E eu me vou... Enfim!!!

Eu, cheguei agora, as 5hs da manhã,

Eu vim correndo só pra poder te ouvir

Mas não te encontrei onde você me falou, e eu esperei.

Vou lutar! Pra me dizer o que você me prometeu,

Fiquei ali parado, como sempre seu,

Vi o bilhete que você me destinou

Então eu li, e chorei!

Eu não queria ver você tão triste assim,

Minha vontade era poder te ver sorrir

Mas você disse que era hora de partir... e se foi...

Eu, fiquei sozinho mesmo quando tinha alguem,

Lembrava todo dia como era bom ter o carinho da mulher que me deixou

E eu fiquei...

Repetiria o teu nome por toda eternidade...

Faria greve de fome para matar a saudade...

Fugiria todo ano, correira todo o tempo

Teria todos os vícios... COMETERIA SUICÍDIO...

Eu me afogaria nas lágrimas que chorei.

Eu não queria ver você tão triste assim,

Minha vontade era poder te ver sorrir,

Mas você disse que era hora de partir...

E se foi... Enfim!

quarta-feira, junho 16, 2010

Eu Sonhei Um Sonho

Eu sonhei um sonho num tempo que já se foi
Quando esperanças eram grandes e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus seria misericordioso


Então eu era jovem e destemido
Quando sonhos surgiram e foram e usados e desperdiçados
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção não cantada, nenhum vinho intocado


Mas os tigres vêm à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Como eles despedaçam sua esperança
Transformando seus sonhos em vergonha


E ainda sim sonhei que ela veio até mim
E que viveríamos os anos juntos
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever


Eu tive um sonho que minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho que sonhei



I Dreamed A Dream

I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving


Then I was young and unafraid,
When dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be payed,
No song unsung, no wine untasted


But the tigers come at night,
With their voices soft as thunder,
As they tear your hope apart
As they turn your dreams to shame


And still I dreamed he'd come to me
And we would live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather


I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed

quinta-feira, maio 27, 2010

Noticias de Alem Túmulo - News Beyond the Grave

Venho por meio desta informar a todos que: Rodrigo Krebs, 30 anos, Heldentenor, nascido em Brasília em 2001, faleceu, às 16:30 minutos do dia 02 de fevereiro de 2010, no box nº 29 da Rodoferroviária de Brasília, em Brasília-DF, seu corpo foi velado e depois deixado para viver apenas na lembrança daqueles que o conheceram.

Ele teve uma carreira muito curta, iniciou-se no canto em 2001 na Escola de Música de Brasília, onde formou-se com distição em 2008 na classe do Profº Francisco Frias, ingressou na UnB em 2002, de onde não terminou o curso de Bacharelado em Musica com habilitação em Canto Erudito em 2008, por motivos pessoais, em 2006 estreou profissionalmente na Ópera Cavalleria Rusticana, a partir dai mais nada aconteceu em termos profissionais, somente montagens acadêmicas...

Peço a todos que lerem isto que... rezem para que a alma deste cantor que nos trouxe tantos sentimentos diversos possa voltar um dia para seu mundo... A Música.

Att.

O Espelho





I hereby inform everyone that: Rodrigo Krebs, 30, Heldentenor, born in Brasilia in 2001, died at 16:30 minutes of the day February 2, 2010, box No. 29 of the Road of Brasilia, Brasilia- DF, his body was hidden and then left to live only in memory of those who knew him.


He had a career too short, work began on the corner in 2001 at the School of Music of Brasilia, where he graduated in 2008 with Prof º Francisco Frias, joined UNB in 2002, where they finished the course Bachelor of Music with specialization in classical singing in 2008 for personal reasons in 2006 debuted professionally in opera Cavalleria Rusticana, from there nothing happened in professional terms, only mounts academic ...

I ask everyone who reads this that ... pray that the soul of this singer who brought us so many different feelings can come back one day to his world ... The Music.

Graciously

The Mirror

É...

Corpos em movimento
Universo em expansão
O apartamento que era tão pequeno
Não acaba mais
Vamos dar um tempo
Não sei quem deu a sugestão
Aquele sentimento que era passageiro
Não acaba mais

Quero explodir as grades
E voar
Não tenho pra onde ir
Mas não quero ficar


Novos horizontes
Se não for isso, o que será?
Quem constrói a ponte
Não conhece o lado de lá

Quero explodir as grades
E voar
Não tenho pra onde ir
Mas não quero ficar

Suspender a queda livre
Libertar
O que não tem fim sempre acaba assim

quarta-feira, maio 19, 2010

Roleta Russa


Respire, profundamente
Acalme-se, ela me diz
Se você jogar, você joga para ficar
Pegue uma arma, e conte até três
Eu estou suando agora, me movendo lentamente
Sem tempo para pensar, a minha vez de ir

E você pode ver meu coração batendo
Você pode vê-lo através do meu peito
Estou apavorado, mas eu não vou desistir
Eu sei que tenho que passar neste teste
Então, basta puxar o gatilho

Faça uma oração para si mesmo
Ela diz para fechar os olhos
As vezes ajuda
E então eu tenho um pensamento assustador
Que se ela está aqui, significa que ela nunca perdeu

Enquanto a minha vida passa diante dos meus olhos
Me pergunto, verei outro nascer do sol?
Muitos não têm a chance de dizer adeus
Mas é tarde demais pra pensar no valor da minha vida.

By Rihanna